Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Escatologia - Pré Milenismo

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EM DEFESA DO PRÉ-MILENISMO BÍBLICO

Seria um desacerto bíblico confiar demasiadamente em certas suposições do que enxergar fatos clarividentes da narrativa milenista na Bíblia Sagrada. São relatos claros apresentados por Cristo em seus ensinos, pelos profetas em suas mensagens e pela igreja representada pelos apóstolos.

Cremos que na Bíblia há respostas às questões básicas levantadas em todas as épocas e em todos os lugares. Entretanto, a questão que está sempre presente na mente e no coração de todos os seres humanos é a questão relacionada com o futuro. Há três escolas principais de interpretação dos “mil anos”; relato de Apocalipse 20.1-7: Os pós-milenistas e os amilenistas que de certa forma defendem a “não existência” do reino milenar “literal” de Cristo e, consequentemente o reino futuro de Israel; e completando, a teologia bíblica dos pré-milenistas.

Quero neste tratado sair em defesa do pré-milenismo, por entender e crer, na instauração do reino milenar num futuro bem próximo e na interpretação literal das profecias. Durante os primeiros cinco séculos os cristãos criam na vida após a morte, na segunda vinda do Senhor Jesus, na ressurreição dos mortos, no julgamento final, em tribulações e na criação de um novo céu e de uma nova terra. Assim, como os cristãos dos primeiros séculos defendo que a vinda de Cristo precederá seu reinado de mil anos, compartilhada em companhia de seus remidos (justos), que são mencionados em 1 Tessalonicenses 4.13-17 como os únicos que ressuscitam e estarão presentes nesse glorioso evento. Não vejo neste texto a menção de “injustos” ressuscitados, e sim, entendo que em outro tempo virá a ressurreição geral dos demais mortos, e por fim, o julgamento geral e o estado eterno: para os justos (em gozo com o Senhor) e para os injustos (eternamente atormentados e esquecidos por Deus).

As ressurreições e seu tempo

Quero seguir um raciocínio lógico, e por que não dizer preciso, para confirmação de minha defesa. Abordo o texto de João 5.29: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”.

O Senhor Jesus nos mostra de forma clara nesta passagem, dois tempos distintos: “ a ressurreição da vida” que ocorre em um primeiro instante, e “a ressurreição da condenação” que ocorrerá em um segundo instante, ou seja, num período distinto da primeira ressurreição, por certo, num intervalo de mil anos.

Ø Como entendo a “ressurreição da vida”. 1) De acordo com o próprio texto, dela participarão somente os justos. Voltemos ao texto de 1Ts 4.16,17 “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”. Veja que o texto nos fala a respeito de arrebatamento (mortos e vivos justos), ressurreição de mortos (o verso 14 fala da ressurreição dos que dormem em Jesus, portanto só pode estar falando de “justos”, confirmado no verso 17). Pergunto: Onde estarão os mortos injustos que não aparecem nesta citação? Bem provavelmente que aguardando a ressurreição para juízo, em outro tempo.

O Texto de 1Co 15.23,24 fala da ressurreição de Cristo, que é as primícias e complementa o verso dizendo “depois os que são de Cristo”; entendo este trecho uma afirmação da ressurreição dos justos no momento do arrebatamento da igreja, ou seja, na segunda vinda de Cristo em sua primeira etapa: visível para os justos e invisível para o mundo, embora outras correntes não entendam dessa forma. A grande controvérsia é gerada em torno da “invisibilidade ao mundo” sendo que muitos outros textos afirmam que “todo olho o verá”. Mas se olharmos profundamente para o texto vemos, mais uma vez afirmo, o texto só fala de um evento relacionado para quem é “justo”, logo, só os justos contemplarão.

Logo em seguida no verso 24, o apóstolo Paulo faz menção ao fim de todas as coisas, fato que ocorrerá após o Reino Milenial de Cristo. Veja que claramente o apóstolo fala que esses eventos ocorrerão quando o Senhor aniquilar de uma vez por todas todos os seus inimigos.

2) Um segundo grupo de “ressuscitados” aparece na história, o que é percebido através do relato de Apocalipse 20.4 “e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos”.

As “almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus”, faz-nos voltar a história da igreja em Atos dos Apóstolos que é delineada com sangue. Posso aqui citar a morte de Estevão em Atos 7 e os mártires de Hebreus 11, mas certamente estes também farão parte dos “arrebatados”. Os “degolados” aqui mencionados são aqueles que não aceitarão o sinal da besta e nem a adorarão, e como conseqüência perderão as suas vidas por amor a Cristo. Este fato ocorrerá no período da Grande Tribulação, há unanimidade teológica a respeito desse evento escatológico, pois é nesse período em que haverá a atuação da besta. Não podemos concordar com a tese de que a igreja passará pelo período da Grande Tribulação. A “abreviação daqueles dias” (Mt 24.22) é de fato mais uma demonstração da eterna misericórdia do Senhor. Costumo dizer que os sete anos de Grande Tribulação é o período final do tratar de Deus para com Israel, mas nem por isso outros que não sejam de Israel, passarão por esse período ser serem notados por Deus. Pelo contrário, muitos pagarão com sua vida, e é por causa destes e em especial Israel que Deus abreviará aqueles dias, pois muitos não suportariam. A igreja tem passado pelo “principio de dores” (Mt 24.8), mas da “tribulação” e da “grande tribulação” (Ap 7.14), somente aqueles que aqui ficarem!

Agora complemento esta passagem “e viveram (ressuscitaram), e reinaram com Cristo durante mil anos”, este é outro evento da primeira ressurreição.

3) E por fim, encontramos um outro grupo de “justos” que é mencionado em algumas passagens da Bíblia Sagrada, “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34); “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2).

Neste ato estarão presentes os “justos” que certamente morrerão durante o período do governo milenar de Cristo, e, provavelmente, os justos do Antigo Testamento que juntamente ressuscitarão por ocasião do juízo final, bem como, os injustos de todos os tempos. É certo que as palavras aqui mencionadas aos justos “vinde benditos... e possui... o reino” não será dirigida somente àqueles que já participam do reinado do Senhor, e sim, em especial a uma outra leva de justos de um outro período, e, assim entendemos, serem os mortos já mencionados neste período. Paulo nos diz: “Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte” (1 Co 15.25,26). A morte no milênio será fato raro, mas ainda existirá, pois é o último inimigo a ser aniquilado como diz o próprio versículo, mas disso falarei mais adiante.

O que posso discernir nos eventos mencionados, que há distinção óbvia da ressurreição por fases, da ressurreição única defendida pelos amilenistas. Em cada uma delas há um grupo distinto de participantes para confirmação das escrituras, ao ponto que a tese amilenista se respalda na ressurreição em um só tempo para justos e injustos, ou numa ressurreição pós milênio para uma outra linha teológica. Pergunto: em que página na história da humanidade entraria então, os inúmeros relatos que passo a discorrer a seguir.

O Reino e Seus Aspectos

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rm 11.36).

O Senhor Deus nos mostra que é necessário conhecermos o seu plano e propósito desde a sua perspectiva. Devemos divisar o eterno e não somente o temporal.

Desde a queda, o homem, cego, continua a colar-se a si mesmo como centro. Partindo de seu próprio ponto de vista, resulta em conceitos torcidos a tal ponto que, às vezes, parece que a Igreja está apresentando um Deus que opera e existe inteiramente em favor do homem, de seu benefício, seu bem-estar, benção e felicidade. O nosso ponto de partida sempre deve ser Deus o Pai, e nunca o homem. O homem existe por causa de Deus e não Deus por causa do homem.

Diante deste quadro, resta-nos concordar inteiramente com um trecho de certo artigo: “Um outro problema é que alguns aspectos da verdade tem sido exageradamente enfatizados, ainda que particularmente desempenhem um papel importante. Outros, todavia, tem sido quase que neutralizados em sua influência porque temos ignorado o grande “todo” do qual fazem parte”. (Moacir R. de Oliveira – Igreja em Porto Alegre)

Posso esclarecer que há um propósito eterno e que nunca foi influenciado pelo tempo. Podemos fazê-lo pela declaração de Paulo em Efésios 1.4: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo...”.

O Pai designou que Jesus Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas (Cl 1.15-20), o Alfa e o Ômega.

Deus quer encher todas as coisas consigo mesmo para, na plenitude dos tempos, “ser tudo em todos” (1Co 15.24-28), instalando um reino que seja finalmente inabalável e eterno (Hb 12.26-29).

O reino de Deus é a vitória final sobre o pecado. É a reconciliação do mundo com Deus, que proporcionará ao mundo algumas conseqüências do agir intervencionista do Criador. Digo muito mais, esta presença é real, pois já se pode notar os efeitos dessa reconciliação entre Deus e o homem. O objetivo da implantação do sistema teocrático (governo de Deus) na terra é a concretização de um novo governo, uma nova era, um novo céu e nova terra.

Ao examinarmos os relatos do evangelho, percebe-se que não é fácil definir o Reino de Deus. Algumas poucas passagens apresentam o reino com o significado abstrato da autoridade real ou o poder de reinar. Por outro lado um bom grupo de passagens alude ao reino como algo presente, como um poder dinâmico que atua entre os homens. Em outro aspecto um grupo semelhante ao anterior indica que o reino é uma esfera na qual os homens entram. Em razão de minha defesa não poderia deixar de falar de um outro grupo que apresenta o reino como algo completamente futuro, escatológico e apocalíptico. Vemos então através das linhas anteriores a caracterização do “Reino” sob dois aspectos: o reino espiritual e o reino físico.

O Reino Espiritual

Jesus anunciou, no início do seu ministério, que o reino havia chegado (Mc 1.15), mas em Mateus 12.28 disse que o reino havia chegado quando ele lançava fora os demônios. Posto que Jesus praticou a expulsão de demônios quase desde o princípio de seu ministério (Mt 4.23), fica claro porque, ao anunciar o reino, referiu-se a sua própria presença e autoridade. A estas alturas, não importavam os demais elementos do reino, tais como: súditos, leis, ou território, e sim somente o rei e sua autoridade real. Neste contexto Jesus estava confirmando as palavras do seu precursor “é chegado o reino dos céus” (Mt 3.2). Ao dirigir-se aos homens anunciando a presença do reino, João Batista, bem como, o Senhor Jesus, estava a falar de algo espiritual, algo que os homens ainda não compreendiam, principalmente, os de Israel que esperavam um reino de glórias terrenas. Deus neste instante inaugura um “reino espiritual” que alcançaria todas as raças em todos os tempos na história humana.

O propósito do reino era muito mais do que a satisfação das necessidades físicas; envolvia também uma luta sem tréguas contra Satanás. Jesus explica que o reino de Deus tem como fim conquistar a autoridade e o poder do reino de Satanás. Em uma das passagens bíblicas Jesus fala claramente aos apóstolos algo relacionado ao que aconteceria ao mundo da aproximação de sua partida: “Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim” (Jo 14.32). Em outra passagem João, o evangelista, diz: “o mundo (e todo o seu sistema) está no maligno” (1 Jo 5.19); é evidente que o império do maligno tem atuado no mundo e o que ainda impede a sua ação destruidora é a influência do “reino espiritual” presente na igreja na pessoa do Espírito Santo: “Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado” (2 Ts 2.7). Um outro fato é de que ele mesmo pode amarrar o homem forte (Satanás), para o seu próprio reino, demonstra a poderosa presença do reino (Mt 12.29). Em outras palavras, aí está a salvação, aí está a confirmação deste “reino espiritual”. Por isto, o homem deve buscar o reino acima de todas as coisas (Mt 6.33) e recebê-lo como uma criança (Mc 10.15), já que o reino não está longe, e sim está entre os homens (Lc 17.21).

O Reino Físico

Certas passagens que falam de entrar no reino tem conteúdo escatológico. As bem-aventuranças falam do reino como galardão futuro. (Mt 5.3-12; Mc 9.47; 10.23).

Talvez alguns controversos ao se depararem com o texto de Mateus 25.31-46, confundam as declarações de Jesus com relação ao reino. Embora muitas passagens a esse respeito criarem uma série de interrogações, entendo Jesus narrar em um contexto geral e amplo a seqüência dos últimos acontecimentos desde o inicio da implantação do seu “reino físico” até o momento crucial e final onde vemos claramente o momento do “juízo final”. Este “reino físico” será o tempo da regeneração quando os discípulos participarão da administração do reino (Mt 19.28; Lc 18.29). As “ovelhas” entrarão no reino preparado desde a fundação do mundo (Mt 25.34).

Os evangelhos não especificam a natureza deste reino, mas ele será o cumprimento das esperanças proféticas, porque se estabelecerá o reino literal, terreno, político e moral que Deus quer impor.

Tanto João Batista (Lc 7.19) como os discípulos (At 1.6) estavam perplexos porque o reino não apareceu em forma literal no tempo de Jesus. Para uma explicação da aparente promessa de uma pronta chegada do reino leia (Mt 10.23 e 16.28). Efetivamente o triunfo de Jesus na cruz é visto pelos cristãos como um ato escatológico, porque seu sacrifício, confirmado e aprovado pelo ato divino da ressurreição, logrou-nos a vida eterna. Jesus, então, inaugurou o reino, sem levá-lo a sua consumação.

Durante o atual período intermediário, os discípulos proclamam o senhorio de Jesus em todo o mundo, e quando esta tarefa terminar, manifestar-se-á gloriosa e publicamente o reino de Deus, na parusia (manifestação) do Senhor Jesus Cristo.

De conceito central na mensagem de Jesus o reino de Deus passa a ser um tema a margem no resto do Novo Testamento. Paulo fala do aspecto presente do reino. Em 1 Coríntios 4.20 ele afirma que a característica deste reino é a manifestação do poder de Deus, e isso vivenciamos e participamos, porque “os sinais seguirão aos que crerem”; e aos Colossenses ele prova a condição da humanidade “em trevas” e o novo estado em Cristo “transportado para o reino do filho” (Cl 1.13). Salienta o aspecto futuro: os maus não herdarão o reino (1 Co 6.9,10; Gl 5.21; Ef 5.5). O reino virá com a manifestação de Jesus em sua segunda vinda (2 Tm 4.1); depois de dominar todos os seus inimigos, o Senhor Jesus entregará o reino ao Pai para que Deus seja tudo em todos (1 Co 15.23-28).

A palavra final do reino se encontra no Apocalipse que relata como os reinos deste mundo chegam a ser o reino de nosso Senhor (Ap 11.15) e, “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”. (Ap 12.10). Observem que neste texto está inserido a resposta (em negrito) para a confirmação do reino milenial de Cristo. O império do mal é derrubado, Satanás é preso e o mundo passa a viver a influência dum reinado perfeito, o de Jesus.

Jesus também é chamado ali de Senhor dos senhores e Rei dos reis (Ap 17.14; 19.16). Porém ele não reina sozinho, mas junto com os seus durante mil anos (Ap 20.1-10). Depois do juízo do grande trono branco segue o aspecto eterno do reino, quando aparece um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1); uma existência na qual não cabe o mal de nenhuma espécie (Ap 21.27). Este reino eterno representa a vitória final da justiça.

O Milênio

Papias, discípulo de João, era milenista entusiasta. Justino Mártir, que viveu cerca de 135 d.C., escreveu acerca do Apocalipse de João: “E, além disso, um profetizou em uma revelação que lhe foi feita, de que aqueles que confiassem em Cristo passariam mil anos em Jerusalém, e que depois da ressurreição universal eterna de todos ao mesmo tempo, terá lugar o juízo”. (“Diálogo com Trifo”, 81). Aqui a crença no milênio, como realidade literal, pois, é bem antiga, envolvendo nomes excelentes, antigos e modernos, não podendo ser desprezada em hipótese alguma.

A palavra “milênio” – termo que vem do latim: “Mille” e “annus”, mil anos. O termo “chilliasma” também é usado para aludir ao milênio, e essa outra palavra vem do grego e tem o mesmo sentido que aqueles termos latinos. Teologicamente alguns fazem diferença entre os milenistas e os quiliastas. Os primeiros creriam em mil anos de uma idade áurea; os últimos creriam nisso, embora pensem que haverá no mesmo a restauração do antigo judaísmo, com um reino davídico, tendo como rei o próprio Davi, com seus sacrifícios, etc, pensando que as profecias do Antigo Testamento se cumpririam “mui literalmente”, naquilo que dizem respeito ao milênio e essas condições.

O milênio será uma intervenção divina, como são intervenções divinas, muitos dos acontecimentos descritos neste livro. O milênio envolverá o reinado literal de Cristo. Alguns estudiosos pensam que Cristo reinará visivelmente, ao passo que outros pensam que seu espírito governará este mundo e todo o universo, particularmente por meio de seus representantes. Mas creio ser um reinado literalmente visível, palpável, sentido, vivido, desfrutado e reconhecido.

Argumentos Acerca do Milênio

Ø Amilenista - Essa idéia repousa sobre um total conceito simbólico de Apocalipse 20.4. Tal termo “amilenista” significa somente que não haverá milênio e nem reino terrestre, e nem alguma era áurea, etc. Os mil anos mencionados aqui, seriam apenas símbolo de alguma outra coisa, menos de qualquer período áureo, etc. Talvez pensem no triunfo pessoal de Cristo sobre o mal. Alguns estudiosos amilenistas não negam qualquer forma de milênio, mas buscam alguma outra explicação para o reinado de mil anos, como se isso não envolvesse qualquer estrutura social e política nos últimos dias. Alguns deles afirmam que o milênio é apenas o símbolo do “descanso completo”, o qual Deus dará ao seu povo, e por isso, alguns o confundem com o “estado intermediário dos crentes”, antes da “parousia”, sob o ponto de vista “escatológico”. Mas a maioria dos que tomam esta posição parece crer que o conceito do milênio é apenas símbolo das bênçãos da experiência cristã nesta vida material. A fraqueza deste ponto de vista é que ignora as predições do Antigo Testamento, que definidamente exigem a renovação de Israel em um período áureo. Também ignora as tradições judaicas sobre este tema, que João, naturalmente, tomou por empréstimo (Essa posição oferece uma explicação menos do que satisfatória de Ap 20.4, impondo sobre esta passagem a idéia de que um súbito cataclisma, quando da vinda de Cristo, dará início, ato contínuo, ao estado eterno. Também é contrária, esta posição, ao que dizem os místicos contemporâneos, que vêem claramente a inauguração de uma era áurea na primeira quarta parte do século XXI, após uma Quarta Guerra Mundial).

Ø Pós-milenista - Essa é a posição que diz que a vinda de Cristo não antecederá, mas antes, seguir-se-á ao milênio, o qual, por sua vez, é definido como uma espécie de conversão da humanidade por meio dos esforços da igreja. Agostinho, em sua “Cidade de Deus”, parece ter sido o progenitor dessa idéia. Supunha ele que a Igreja não somente converteria o mundo, mas também o governaria de modo bem real, produzindo uma áurea espiritual. A vinda de Cristo ocorreria em resposta a isto, não sendo a “parousia” o agente da introdução do milênio. Segundo esse ponto de vista, a “primeira ressurreição” consiste da participação na ressurreição de Cristo, “espiritualmente falando”, nada tendo a ver com a ressurreição do corpo. O pós-milenismo tende a ir morrendo nos tempos modernos, conforme o mundo vai piorando e a igreja vai se corrompendo e se debilitando. Contra tal posição, pode-se dizer que as Escrituras nunca prometem essa forma de triunfo a Igreja, no nível terreno, sem alguma intervenção divina direta, tal como é a “parousia”, ou segundo advento de Cristo. O processo histórico não tem produzido qualquer período áureo, e nem há grandes possibilidades disto, diante da ameaça das guerras atômicas.

Ø Pré-milenista - Esta posição pode ser dividida entre a posição ordinária dos pré-milenistas, e daqueles que tendem para o exagero “quiliástico”. Este último enfatiza a nação de Israel, em sua restauração em todos os aspectos, com seu reino davídico, seus ritos, cerimônias, sacrifícios no templo de Jerusalém, etc.

De conformidade com os argumentos pré-milenista, certos acontecimentos antecederão ao milênio. A principal idéia defendida é a do retorno iminente de Cristo para vir arrebatar a Igreja. Classificamos àqueles que crêem no arrebatamento iminente de “pré-milenistas/pré-tribulacionistas”. Os milenistas ordinariamente acreditam que surgirá um anticristo pessoal na cena mundial, e de que haverá uma grande tribulação. Essa será uma época de tribulações sem precedentes, tanto para a nação de Israel como para a Igreja cristã. As profecias tanto as do Velho Testamento como as do Novo Testamento, anunciam um Reino visível no futuro, tendo a Jesus Cristo como soberano Senhor, reconhecido em toda a terra como REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES (Ap 19). Creio segundo a palavra profética, que este Reino terá a duração de mil anos (Ap 20). Este Reino de Cristo será tanto político como espiritual. A Igreja terá um papel importante na administração deste Reino, tanto como a Nação de Israel, que deixará de ser cauda e passará a ser reconhecida como a cabeça das Nações. Cumpre-se aqui a promessa de Deus a Israel relacionada a ocupação dos termos físicos e territorial da nação (Dt 19.8; Gn 15.18; Js 1.4), pois a faixa de terra hoje ocupada por Israel não é toda aquela prometida por Deus. Neste período teremos chegado até a restauração do homem, da igreja, de Israel, do Reino, e da terra e das nações, faltando se completar (depois do milênio) a restauração final e única em que a criação que ora conhecemos, terá chegado ao seu final, e Deus então criará novos céus e nova terra, nos quais habitarão eternamente a justiça, o amor e a paz sem fim, como já citei anteriormente.

Características do milênio

Ø Prevenção da total destruição da Terra, o que sucederia em face da tribulação.

Ø A revelação universal de Jesus Cristo (ver Ap 19.11 e Dn 7.13, 14). Cristo reinará. A nação de Israel se converterá a ele. Todas as nações lhe prestarão lealdade.

Ø O novo paraíso ou era áurea. Toda a vida, em seus aspectos científico, social e espiritual, fará progressos impressionantes. O mal será removido da face da terra. A duração da vida dos homens será fantasticamente aumentada. Diz-se que alcançarão a idade das árvores, mas ainda a morte não foi destruída.

Ø Será um período de teste, e nem todos os homens sair-se-ão dele triunfantes (estando excluídos da derrota, naturalmente, os remidos): O mal retornará uma vez mais por breve tempo. (Ver Ap. 20.7 e ss).

Ø Será um período de preparação para o estado eterno, uma transição do mundo antigo para o novo mundo, da antiga criação para a nova (Comparar com Ap 21 e 22).

Ø A terra inteira será renovada (ver Is 11.6-9). A paz governará juntamente com a santidade (ver Is 2.3,4).

Ø A raça humana será renovada. Uma humanidade muito mais espiritualizada terá lugar, ao invés dos guerreiros tribais de hoje (ver Is 65.20). Haverá morte, mas tornar-se-á muito rara, como já dito antes.

Ø Todos os seres humanos conhecerão a Deus. Haverá progresso espiritual, ainda que não perfeição. Essa será a principal característica do milênio (ver Is 11.9).

Ø Israel será renovada e tornar-se-á cabeça das nações (ver Is 12.6, 11.12,13 e 14.1,3).

Condições e Características existentes no Milênio

Onde encontrará espaço na história aos fatos relacionados a condição, ao serviço, as ocorrências, as promessas e muitas outras manifestações que são claramente apontados nas Sagradas Escrituras.

Grande parte das Escrituras se dedicam a declarar as bênçãos e glórias que serão derramadas sobre a terra, mediante o Reino do Senhor Jesus, demonstrando a "grandeza de seu reino". (Dn 7.27). Podemos segundo as Escrituras, estabelecer vários aspectos que envolverão os mil anos de reinado de Cristo sobre a terra. Estes aspectos incluem o espiritual, o ético, o social, o físico, o político, o eclesiástico e o econômico. O Reino de Deus se manifesta de três maneiras diferentes: em primeiro lugar como um reino invisível dentro do homem (Lc 17.21) e em segundo lugar como uma esfera de governo em que Jesus tem a autoridade absoluta (Mt 28.18-20) e em terceiro lugar como um reino real e visível. (Ap 20.4-6 / milênio).

Ø Paz - A completa eliminação das guerras, mediante a unificação dos reinos do mundo que serão todos submetidos ao domínio de Cristo, junto com a prosperidade econômica. A Paz nacional e individual será fruto do reinado do Messias. Is 2.4; 9.4-7; 11.6-9; 32.17-18; 3.5-6; 54.13; 55.12; 60.18; 65.25; 66.12; Ez 28.26; 34.25,28; Os 2.18; Mq 4.2-3 - Zc 9.10

Ø Gozo - A plenitude do gozo será característica distintiva dessa era. Is 9.3-4; 12.3-6; 14.7-8; 25.8-9; 30.29; 42.1,10-12; 52.9; 60.15; 61.7,10; 65.18-19; 66.10-14; Jr. 30.18-19; 31.13-14; Sf 3.14-17; Zc 8.18-19; 10.6-7.

Ø Santidade - O reino teocrático será um reino santo, no qual a santidade se manifestará através do Rei e dos súditos do Rei. A terra será santa, a cidade será santa, o templo será santo e os súditos serão santos para o Senhor. Is 1.26-27; 4.3-4; 29.18-23; 31.6-7; 35.8-9; 52.1; 60.21; 61.10; Jr 31.23; Ez 36.24-31; 37.23-24; 43.7-12; 45.1; Jl 3.21; Sf 3.11,13; Zc 8.3; 13.1-2; 14.20-21.

Ø Glória - O reino será um reino glorioso, no qual a glória de Deus terá plena manifestação. Is 24.23; 4.2; 35.2; 40.5; 60.1-9.

Ø Consolo - O Rei ministrará pessoalmente em cada necessidade de maneira que haverá uma plenitude de consolo naquele dia. Is 12.1-2; 29.22-23; 30.26; 40.1-2; 49.13; 51.3; 61.13-14; 66.13-14; Jr 31.23-25; Sf 3.18-20; Zc 9.11-12; Ap 21.4.

Ø Justiça - Haverá uma administração perfeita de justiça para todo indivíduo. Is 9.6; 11.5; 32.16; 42.1-4; 65.21-23; Jr 23.5; 31.29-30.

Ø Pleno Conhecimento - O ministério do Rei oferecerá aos súditos de seu reino o pleno conhecimento. Sem dúvida haverá um ministério de ensino do Espírito Santo sem paralelo. Is 11.1-2,9; 41.19-20; 54.13; Hc 2.14.

Ø Instrução - Este conhecimento se obterá mediante a instrução que emanará do Rei. Is 2.2-3; 12.3-6; 25.9; 29.17-24; 30.20-21; 32.3-4; 49:10; Jr 3.14-15; 23.1-4; Mq 4.2.

Ø Remoção da Maldição - A maldição original que foi pronunciada sobre a criação (Gn 3.17-18) será tirada, de maneira que a terra produza abundantemente. A criação animal será transformada de maneira que perca a ferocidade. Is 11.6-9; 35.9; 65.25 - Rm 8.19-22.

Ø Remoção da Enfermidade - O ministério do Rei como Curador será efetivo durante toda a era, de maneira que a enfermidade e ainda a morte, (exceto como uma medida penal para tratar do pecado evidente) serão quitados. Is 33.24; Jr 30.17; Ez 34.16.

Ø Cura dos Deformados - Junto com o ministério de cura se efetuará a correção de toda deformidade ao iniciar-se o milênio. Is 29.17-19; 35.3-6; 61.1-2; Jr 31.8; Mq 4.6-7; Sf 3.19.

Ø Proteção - Haverá uma obra sobrenatural de preservação da vida na era milenária, que será levada a cabo pelo Rei. Is 41.8-14; 62.8-9; Jr 32.27; 23.6; Ez 34.27; Jl 3.16-17; Am 9.15; Zc 8.14-15; 9.8; 14.10-11.

Ø Liberdade da Opressão - Não haverá nenhuma opressão social, política nem religiosa naquele dia. Is 14.3-6; 42.6-7; 49.8-9; Zc 9.11-12.

Ø Restauração da Longevidade - Com a remoção das enfermidades e das deformidades, será instaurada novamente a longevidade. No milênio será considerada criança uma pessoa com 100 anos de idade. Is 65.20.

Ø Reprodução das Pessoas Vivas - Os santos vivos que entrarem no milênio com seus corpos naturais, gerarão filhos durante toda a era. A população da terra se elevará sobremaneira. Os que nascerem nesta era não serão isentos do pecado, de maneira que a salvação será ainda necessária. Jr 30.20; 31.29; Ez 47.22, Zc 10.8.

Ø Trabalho - O período não se caracterizará pela ociosidade, senão que haverá um sistema econômico perfeito, no qual as necessidades dos homens serão satisfeitas abundantemente pelo trabalho que oferecerá este sistema, debaixo da direção do Rei. Haverá uma sociedade industrializada plenamente desenvolvida, que proverá para as necessidades dos súditos do Rei. Tanto a agricultura como a indústria proverão emprego. Is 62.8-9; 65.21-23 - Jr 31.5; Ez 48.18-19.

Ø Prosperidade Econômica - A situação laboral perfeita produzirá uma abundância econômica nunca vista pela humanidade, de maneira que não haverá falta de nada. Is 4.1; 35.1-2,7; 30.23-25; 62.8-9; 65.21-23; Jr 31.5,12; Ez 34.26; Mq 4.1,4 Zc 8.11-12; 9.16-17; Ez 36.29-30; Jl 2.21-27; Am 9.13-14.

Ø Aumento da Luz - Haverá um aumento da luz solar e lunar no milênio. Este aumento de luz será provavelmente uma das principais causas do aumento da produtividade da terra. Is 4.5; 30.26; 60.19-20; Zc 2.5.

Ø Linguagem Unificada - As barreiras da linguagem serão eliminadas de maneira que possa haver uma livre intercomunicação social. Sf 3.9.

Ø Adoração Unificada - Todo o mundo se unirá em adoração a Deus e ao Messias de Deus. Is 45.23; 52.1,7-10; 66.17-23; Zc. 13.2; 14.16; 8.23; 9.7; Sf 3.9; Ml 1.11; Ap 5.9-14.

Ø Presença Manifesta De Deus - A presença de Deus será plenamente reconhecida e se experimentará a comunhão com Deus em um grau sem precedentes. Ez 37.27-28; Zc 2.2; 10-13; Ap 21.3.

Ø Plenitude do Espírito Santo - A presença e a capacitação divinas serão a experiência de todos os que estarão em sujeição a autoridade do Rei. Is 32.13-15; 41.1; 44.3; 59.19, 21; 61.1; Ez 36.26-27; 37.14; 39.29; Jl 2.28-29; Ez 11.19-20.

Ø Perpetuidade do Estado Milenário - O que caracteriza a era milenária não se considera temporal, senão eterno. Jl 3.20; Am 9.15; Ez 37.26-28; Is 51.6-8; Jr 32.40; Ez 16.60; Dn 9.24; Os. 2.19-23; Is 55.3,13; 56.5; 60.19-20; 61.8.

Quando o reino messiânico estiver completamente estabelecido, haverá um novo nascimento de todas as coisas, chamado uma “RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS”.

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Encontrado em Nossa Caixa de Mensagens

DÍZIMOS E OFERTAS

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Certa vez ao abrir a minha caixa de mensagens eletrônicas, ao verificar uma das mensagens recebidas, me deparei com um texto enviado por um irmão que me questionou, conforme registro abaixo:

Porque não consta nos Credos da maioria das denominações evangélicas, o Pagamento Compulsório de Dízimos, Ofertas, Contribuições e Coletas Diversas???

COMENTÁRIOS: É estranho não constar, pois é um dos principais fundamentos de "Fé" apresentados nas igrejas!!! "E que de forma Solene é recolhido"em todos os cultos e fora deles, "contrariando o ensino de Jesus e dos apóstolos", sendo duramente pregados e cobrados, exigindo as suas práticas como condição "especial" para receber de Deus: Bens Materiais, Espirituais, Curas e até a Salvação da Alma etc.!!!

CONCLUSÕES: Não consta por tratar-se de Heresia para a Igreja??? Prova a Contradição na Doutrina e a Ação dos Obreiros Mercenários??? Falta de embasamento Bíblico e Teológico no N.T??? Outros Motivos e Razões???

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Diante deste fato, senti-me na obrigação de responder ao irmão, como sempre faço, após receber e ler as mensagens postadas na caixa de emails. Segue o texto da resposta:

Caro Irmão

A Paz do Senhor!

Os dízimos e as coletas fazem parte do culto a Deus, além de despertar o principio da honra devida ao Senhor provedor de todas as coisas.

Como verdadeiros servos do Senhor Jesus damos a importância que é devida as ofertas, pois a obra de Deus é realizada com milagres e sustento financeiro. Porém, queremos esclarecer ao amado, que o foco principal de nossa mensagem é o culto e honra a Deus (1º mandamento), a salvação do homem através da pessoa de Jesus (pregação do Evangelho), e o juízo vindouro sobre a terra.

Não omitimos pretensiosamente a doutrina dos dízimos e ofertas no nosso credo, mas seguimos os princípios bíblicos a que nos é confiado e respaldado pela própria Bíblia Sagrada. Sinto dizer, mas o que muitas das vezes falta ao nosso povo é enxergar além do véu!

Estamos a vossa disposição... “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” 1Pe 3.15

...................

Muitos cidadãos não se aproximam das igrejas cristãs por causa da cobrança dos dízimos. A grande maioria dos brasileiros acha uma insensatez dar 10% dos seus rendimentos para o sustento da Igreja e, em parte, eles têm razão. Nós, cristãos brasileiros, ainda cometemos alguns equívocos na hora de interpretar a forma de recolher e de utilizar os dízimos.

Talvez, o principal equívoco esteja na interpretação da expressão consagrar a Deus, que, na verdade, significa dedicar a Deus. Convido ao irmão a meditar no texto de Deuteronômio 14.22-29, então veremos nitidamente uma instrução com relação a entrega dos dízimos a Casa do Senhor. Seria o mais natural procurarmos na parte onde este mandamento foi instituído, para falar de forma clara sobre ele. Nesse local esse assunto deve estar sendo tratado de forma bem detalhada. Nas demais partes da Bíblia, onde este assunto foi novamente comentado, o mais natural é que ocorram apenas exortações sem explicações detalhadas. Portanto, os livros do Pentateuco (Gênesis a Deuteronômio) são os mais indicados para conter, em detalhes, as ordenanças de Deus a respeito deste assunto.

Os profetas Malaquias, Amós, Neemias, Samuel e até mesmo Jesus Cristo não deram explicações detalhadas sobre os dízimos porque se tratava de uma prática já estabelecida e conhecida por todos. Na verdade, os profetas que vieram depois de Moisés fizeram apenas exortações sobre este assunto, para que o povo não esquecesse das suas obrigações. Os detalhes, sobre o que fazer e como fazer, foram relatados nos livros de Levítico, Números e Deuteronômio, e por que não dizer ainda de Malaquias.

O que se observa aqui, mais uma vez afirmo, é o princípio da honra, o exercício da nossa fidelidade a Deus e fé na providência divina.

Que Deus assim nos abençoe!

Sergio Lacerda

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Tempos Difíceis - A Igreja Perseguida

“Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes, por amor do meu nome”. Lucas 21.12


As liberdades de expressão e de religião estão sendo cada vez mais tolhidas no Ocidente. Na Europa, não só é proibido pregar sobre temas “politicamente incorretos” como também é proibida até mesmo a leitura de textos bíblicos que fazem menção ao homossexualismo como pecado. Cristãos estão sendo multados e presos na Inglaterra por distribuição de folhetos contendo textos bíblicos considerados “politicamente incorretos”.


O pastor sueco Lars Ivar Roland Vingren, neto do missionário Gunnar Vingren, que fundou com Daniel Berg a Assembléia de Deus brasileira em 1911, afirma que apenas ler em reuniões textos como Romanos 1.26-27 é o suficiente para levar alguém à cadeia. “Já é proibido na Suécia abrir a Bíblia nos cultos para ler trechos como o primeiro capítulo da carta aos Romanos. E se você faz isso no culto mesmo sem ser permitido, vai sofrer multas e pode ser encarcerado, como aconteceu com o pastor Ake Green em 2004”, afirma o pastor Roland Vingren.


Prisões na Inglaterra


A Inglaterra já foi o berço de grandes avivamentos espirituais. Hoje, porém, é considerada uma nação pós-cristã, onde cada vez mais templos têm fechado suas portas nas últimas décadas e os poucos cristãos praticantes que existem podem ser presos pela sua fé e são discriminados.


Aos poucos cristãos britânicos ativos estão experimentando uma fase de perseguição por defenderem as verdades bíblicas. Eles se tornaram alvo da ira dos líderes de associações de direitos dos homossexuais, por pregarem que a prática homossexual é pecado.


Atualmente, ninguém é lançado aos leões, queimado vivo ou mesmo crucificado, mas o direito de livre expressão está sendo minado sorrateiramente a ponto de evangelistas serem detidos e multados por discordarem da conduta homossexual e apresentarem o Senhor Jesus como alternativa para resgatar a heterossexualidade dessas pessoas. Um militante evangélico, Stephen Green, foi detido pela polícia britânica e processado por distribuir folhetos com passagens bíblicas e os seguintes dizeres: “deixem seus pecados e serão salvos”. Os folhetos foram distribuídos durante uma manifestação da comunidade GLBT em Cardiff. A imprensa local empreendeu uma campanha contra o evangelista argumentando que o mesmo feria princípios de direitos humanos. O processo culminou com a prisão de Green cujo único “crime” foi distribuir um folheto que diz que homossexualismo é pecado, Deus ama os homossexuais e quer transformar suas vidas.


Aliás, a mídia, não só na Inglaterra, mas em todo o Ocidente, tem desempenhado um importante serviço na divulgação do homossexualismo na sociedade. O escritor norte-americano Don Schmierer, escritor e conselheiro experiente, analisa com equilíbrio esse assunto em seu livro Previnir é melhor que remediar, e conclui que os meios de comunicação procuram passar a mensagem de que apenas refletem condutas já adotadas pelas pessoas. “Vários representantes da mídia atual querem nos transmitir a idéia de que sua mensagem apenas reflete os padrões já adotados pela sociedade. Mas a prática os contradiz. A mídia parece estar sempre procurando estender as fronteiras da moral. Isso faz com que a sociedade, principalmente a juventude, seja submetida a uma dose permanente de obscenidade que aos poucos a torna complacente”.


Outro caso polêmico na Inglaterra foi a agressão sofrida pelo idoso evangelista Harry Hammond. Ele foi acusado de ofensa à ordem pública por ser flagrado carregando um pôster pedindo o fim do apoio à prática homossexual, à lesbianidade e à imoralidade em seu país. Antes de ser retirado de cena pelos policiais, Harmmond foi alvo de copos d’agua e detritos jogados pela multidão enfurecida, sem que nenhum dos agressores tenha sido detido. Ele foi tratado como criminoso pelos seus conterrâneos, enquanto as autoridades hesitam em adotar medidas rígidas contra grupos radicais, que aproveitam da liberdade em território britânico e continuam a divulgar suas mensagens de ódio e violência contra nações ocidentais. Enquanto estes grupos intimidam os europeus tornando-os reféns em sua própria terra, os cristãos pacíficos são perseguidos por anunciarem as verdades contidas na Palavra de Deus.


A Inglaterra não é mais um país cristão


A própria Bíblia Sagrada, que durante séculos tem sustentado a civilização através dos seus ensinos éticos e morais através de transformação de vidas, e servido de inspiração para elaborar leis e dignificado o indivíduo humano, tem sido degradada através da ação das autoridades britânicas ao prenderem seus expositores. A questão principal é que o cristianismo é mantido pela Bíblia e a mesma sustenta o argumento de que o homossexualismo é uma prática pecaminosa. Sendo assim, o comportamento dessa minoria é condenado pelas Sagradas Escrituras e, como é impossível aos cristãos sustentar os princípios de sua fé e deixarem de chamar de pecado o que a Bíblia chama de pecado, passam a serem perseguidos em seus próprios países, antes estabelecidos sobre os princípios cristãos.


Aproveitando a situação, os críticos afirmam que os textos bíblicos incitam a discriminação e, portanto, devem ser banidos da Inglaterra. Mas esses não são os únicos motivos de preocupação. A noção de justiça também é questionada quando cidadãos inocentes são aprisionados sem terem cometido crime algum.


No dia 10 de setembro, o prefeito de Londres, Ken Livingstone, declarou durante uma entrevista que a Grã-Bretanha “não é mais um país cristão”. A justificativa do político é porque as pessoas não mais compareciam às igrejas.


“Aí está apontado o mais evidente sinal de apostasia. Ela se inicia pelo afastamento da Casa de Deus e, considerando que a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus (RM 10.17), perdendo-se a fé em Deus (Hb 11.3,6) os demais passos para a entrada no campo da apostasia se manifestam paulatinamente. É como escreveu o salmista: “Um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7), alerta o pastor e apologista Natanael Rinaldi…


Aversão ao título “cristão” aumenta na Europa


O que começou com um singelo apelo pedindo o fim da animosidade contra os homossexuais no país tem se transformado em um verdadeiro turbilhão que resultou em uma campanha visando banir o cristianismo da Grã-Bretanha.


Comportamentos que outrora eram considerados repugnantes através do ensino da Bíblia Sagrada atualmente têm se tornado regra na conduta dos ingleses, e os antigos valores morais e éticos conduzidos pelo Livro Sagrado estão sendo desprezados. O próprio título “cristão” tem sido preterido em importantes locais…


…E quem espera por mudanças de âmbito religioso com a subida do príncipe Charles ao trono britânico, sofrerá dura decepção. O futuro monarca já adiantou que, ao se tornar rei, não vai assumir o cargo de “defensor da fé”, mas de “defensor das crenças”.


Durante seu mandato, o ex-primeiro-ministro Tony Blair, em flagrante desrespeito às determinações da palavra de Deus e às liberdades individuais, afirmou categoricamente que as igrejas terão de aceitar as leis contra discriminação por orientação sexual, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de menores por “casais” homossexuais. Os defensores da erradicação do cristianismo da sociedade ocidental apresentam como justificativa a doutrina dos direitos humanos. Eles alegam que todos têm o direito de adotar a orientação sexual que julgar conveniente independente da opinião das outras pessoas e isentos das inevitáveis críticas quanto ao seu procedimento. Para esses ativistas, a religião é obscura, preconceituosa e divisiva. Por isso, o cristianismo tem sido removido de seu lugar de destaque na Inglaterra sob o argumento de que a igualdade exige nivelamento para as crenças minoritárias e o secularismo. Como resultado, ele tem se transformado em uma relíquia de curiosidade cultural, além de sofrer marginalização e preconceito da sociedade.


Comodismo da igreja européia


Mas essa situação nada mais é que o resultado do descomprometimento dos crentes europeus em buscar a Deus nesse momento tão difícil da religiosidade do povo britânico. A inércia desses cristãos acaba resultando no abandono de seus fieis aos cultos em suas respectivas igrejas, absorvidos pelo colapso moral e ético que assola a Grã-Bretanha, conjugando a doutrina do multiculturalismo. Enquanto igrejas seculares são entregues ao esquecimento, outras formadas por crentes comprometidos com o Reino são procuradas por pessoas sedentas pela Palavra de Deus. A determinação de evangélicos como o Stephen Green torna – se referência em meio a uma geração envolvida com corrupção.


Esses ataques ao cristianismo da Inglaterra é apenas mais uma perseguição movida por minorias sociais com o objetivo de calar vozes que condenam procedimentos estranhos à Bíblia Sagrada. Não é mais uma ameaça à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. Transformou–se em um ataque direto à identidade nacional, aos valores do país e um acinte à própria liberdade que o cristianismo proporciona, pois a mensagem cristã traz em seu bojo a idéia de libertação da alma e do indivíduo, dignificando-o como ser humano. Essa situação alarmante já é notícia nos países europeus, mas urge providências para que essa realidade não cruze Atlântico e aporte no Brasil.


“O Brasil não será um país morno como os do primeiro mundo que já aderiram ao modismo gay e estão pagando pelos seus pecados. Aqui o Evangelho vai crescer e pastores como os que sutilmente apóiam o movimento pró-homossexualismo terão que se posicionar. Ou eles ficam na igreja e pregam as Escrituras Sagradas de verdade ou assumem que são mais um dos apoiadores do movimento homossexual”, opina a psicóloga Rozângela Justino, membro da Igreja Presbiteriana Betânia em Icaraí, Niterói (RJ), e que exerce um ministério voltado para pessoas que desejam abandonar a homossexualidade.


Fonte: Mensageiro da Paz, CPAD, Dezembro 2007

Ferramenta - Anunciando Jesus


Pra tudo na vida há um bom começo, assim acredito… quando realizado com simplicidade!

Este é o meu trabalho na internet. O site “BradosWeb – Anunciando Jesus”, editado em linguagem HTML de forma bem simples, utilizando alguns recursos e tutoriais oferecidos por desenvolvedores. O BradosWeb está relacionado às atividades realizadas pelas Assembléias de Deus, com os seus quase um centenário de existência, proclamando o evangelho de Cristo aos povos da terra, em especial a Assembléia de Deus em Andorinhas, Vitória/Esp. Santo. Visamos a proclamação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo através de artigos, mensagens e acima de tudo através da Bíblia Sagrada. Procuramos também interagir de uma forma bem simples com toda comunidade evangélica na rede, bem como, oferecendo subsídios para a Escola Bíblica Dominical, na publicação das lições semanalmente.

Iteraja conosco, através do mural de recados do nosso site, mantendo contato com toda a Família Brados enviando sua mensagem, sugestões, pedido de oração, através de nossa caixa de mensagens ou comentando os artigos desse blog.

Deus sobremaneira vos enriqueça…

Saúde, Graça e Paz!

Testemunhando II

Jesus, o Grande Motivo

“A razão da esperança”. O próprio Pedro em outra oportunidade fala do motivo da sua fé: “Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6.68). As palavras não foram dirigidas aos outros onze apóstolos ou a pessoas, pois os outros seguidores já haviam se retirado, mas ao próprio Jesus. O se ausentar de Cristo nos mostra que esta é a atitude daqueles que perdem a convicção, daqueles que desviam o seu olhar e deixam de olhar para o alvo (Jesus) e acabam por naufragar ou negá-lo. Talvez, a nossa atenção esteja voltada para aquelas pessoas que estão a nossa volta. Talvez a nossa confiança esteja focada nos sinais que Cristo opera. Eis os motivos que desapontam ao Senhor! Nossas convicções não devem buscar a benção, mas o abençoador. Como, pois, testemunhar com mansidão e temor ou mostrar aos inquiridores o motivo que nos mantém em Cristo? A história de nossa vida ou próprio tempo se encarregam de nos mostrar quem realmente somos. Se tomarmos a atitude de Pedro e declararmos a Jesus: “Tu és Senhor, o motivo da nossa fé”, e logo após nos aterrorizamos ante as provações, não estaremos fadados aos constantes fracassos só declarando, declarando e declarando? Declarar somente não é de todo suficiente, é preciso agir por Cristo, mostrar ao mundo quem somos e de onde somos, foi o que aconteceu com o irmão Pedro. Quando falava apenas, chegou a negar o Salvador, a afundar na sua frágil fé, mas ao confessar e ao agir arrebatou multidões. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Romanos 10:9. Quando há convicção, há existência de exercício da confissão cristã, seja na bonança ou na perseguição, nós, os eleitos, sabemos em quem temos crido – “estou bem certo, é Poderoso”, diz as Escrituras.

Comunhão

Li um trecho em um livreto onde o escritor menciona que quando reconhecemos a distinção entre caráter e dom podemos ver a necessidade de ter os dois trabalhando juntos. O ideal é que isto aconteça em cada indivíduo. Mas há também a possibilidade de uma pessoa com dons reconhecer uma fraqueza no seu caráter, e mesmo assim ser liberada para funcionar na igreja por estar ligada a outras pessoas que, apesar de não possuírem o mesmo dom, têm a integridade de caráter necessário para exercer uma sábia supervisão sobre o seu funcionamento. Este é um outro aspecto do corpo de Cristo, um grupo de pessoas relacionadas entre si que descobriram na prática que precisam umas das outras, e não só porque leram sobre isto nas Escrituras. Celebridades independentes e estrelas errantes não é o que Deus está procurando na igreja. Esta afirmativa fala profundamente ao meu coração! Há muito insistimos no corpo da necessidade de uma maior integração dos membros desse grande organismo, que é a “Igreja de Cristo”. É preciso uma comunhão horizontal contínua, pois só assim poderá existir a comunhão vertical… a que nos faz relacionarmos diretamente com Deus.

Unidade

A Igreja do Senhor Jesus Cristo é um organismo vivo, e nós como parte deste organismo visamos quais propósitos? Uma igreja viva e atuante, numerosa, poderosa, transbordante de dons espirituais, motivada e crescente. Notaram que a mesma fala nos dois parágrafos acima já são conhecidas. Sim, pois faço menção das mesmas em nosso site. Dado a importância deste tema, fica registrado aqui uma expressão que ouvi em meu lar através da minha esposa: “A igreja não precisa só de membros, mas de cooperadores!” Esta declaração soa profundamente, pois enxergamos a necessidade do exercício contínuo dos membros do corpo, pois se um membro se encontrar atrofiado o exercício de quem labuta (membro em atividade), será dobrado em favor daquele se encontra inativo. Prossigamos para o alvo que é Jesus e que Deus continue nos abençoando!


Saúde, Graça e Paz!

Sergio Lacerda

Testemunhando I


Testemunhar, testemunhando...


“Estai sempre preparados”. A instrução do Apóstolo Pedro aos eleitos reforça uma necessidade nossa de condicionamento constante da fé, de perseverança, de esperança, bem como das nossas convicções. Os dispersos (a igreja) já conheciam a importância deste estado (o preparo). Então como entendemos mais esta instrução do irmão Pedro? A igreja de Cristo não perfilou nestes princípios desde o seu início? Sim, embora temos sido instruídos por inúmeras vezes, sua preocupação apontava simplesmente a condição do homem quando acuado, não só naquele tempo, mas contemplava os nossos dias e sabia que não seria diferente. Sim, que em meio as perseguições poderíamos nos esquecer o quanto o Senhor trabalha pelos eleitos. O exercício físico condiciona o corpo, o exercício mental o intelecto e o exercício da fé desperta a confiança que por sua vez produz a esperança (Romanos cap. 5). Lembro-me das palavras de um certo escritor quando diz que “a melhor maneira de se estar preparado é escrever nosso testemunho”. Bem, em outras palavras, a melhor maneira de se estar preparado é recordar cada experiência na qual Deus nos auxiliou. É tirar lições de todas as circunstâncias e crises da qual Deus nos salvou.

Atitude Cristã

“Responder com mansidão e temor”. A atitude correta nem sempre foi calar-se em determinadas situações. Diz um certo ditado que “Deus fez todas as coisas no homem (ser humano) de forma correta e em seu devido lugar. Deus deu ao homem uma boca, por este motivo, deveríamos falar menos, e duas orelhas, conseqüentemente para ouvir mais”. Este dito está correto, mas não neste caso. Outro ditado diz: “quem cala consente”. Nosso irmão Pedro diz: “responder”, e, responder é replicar, é dar resposta. Os perseguidores do evangelho estão sempre querendo uma resposta e a melhor atitude nossa, os eleitos, é dar-lhes o direito de ouvir a nossa resposta temperados com o melhor dos ingredientes, ou porque não dizer com o melhor do nosso produto: “o fruto” cristão (mansidão) e o melhor de nossa atitude “temor” (conhecimento de Deus e sua soberania): o nosso testemunho de fiéis e verdadeiros cristãos!


Saúde e Paz!

Sergio Lacerda

A Eficácia da Escola Bíblica


“Em um mundo tão sofrido, onde impera as desigualdades política, racial, social e religiosa; e, em meio a um difícil relacionamento familiar, vejo em nossos dias um retrato da situação que despertou o nosso irmão Robert Raikes, na cidade de Gloucester na Inglaterra de 1780, a compadecer-se das crianças de sua cidade, dando-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas daquela cidade sulina. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos. A delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel.

Aí entra em ação a mente renovada e alicerçada pelo Espírito Santo e que proporcionaria um marco importantíssimo na história da Igreja. “É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus.

Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês. Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses delinqüentes? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional”. (texto extraído – História da EBD, escoladominical.com).

Vejo-me a meditar: Todos os domingos pela manhã, sob uma incondicional vontade humana, mas em um ato de voluntariedade, privilegio numa comunhão paternal e fraternal no âmbito da providência divina, como no arraial dos santos prontos para receber dos céus o maná enviado pelo Senhor!

Na condição de aluno-professor cerco-me das minúcias deste prazeroso trabalho. É na Escola Dominical que discutimos, concordamos, discordamos e acima de tudo, aprendemos. É lá que somos alicerçados e edificados, sendo constituídos um grande edifício denominados, “Casa de Deus”. Deveras todo cristão se despertasse não só como assíduo participante da Escola Dominical, mas como meio condutor de outras vidas a Cristo.

Escudo-me na Palavra que diz: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. (Provérbios 22:6).

Participo do trabalho pedagógico no departamento infantil e me preocupo com o desenvolvimento de cada tema que se estende desde a atividade educacional até a espiritual. Desde a escolha da série de lições a serem ministradas a cada trimestre, bem como, de cada atividade detalhadamente estudada, analisada, pesquisada e trabalhada que, aliadas a sincera oração, consagração e busca constante ao Senhor, tem surtido muito em seus efeitos.

Agora, volto os pensamentos para Robert Raikes… posso imaginá-lo de Bíblia em punho, em fervente oração, vida em ação, após contemplar a triste situação do seu mundo. Ao reunir aquelas crianças estava a contemplar o futuro da sua nação. Não poderiam continuar entregues ao banditismo, as delinqüências, enfim ao pecado, mas precisavam ser transformados e moldados conforme a Palavra de Deus.

Por fim volto-me ao Senhor Jesus Cristo, que ao contemplar os nossos dias proferiu: “porém, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus”. (Lucas 18:16). Jesus estava a contemplar muito mais que o futuro da nação, Ele contemplava o futuro da Sua Igreja. Cuidava da preparação dos seus futuros ministros, que espalhariam o seu evangelho por toda a face da terra. Era necessária uma atenção especial na condução daqueles designados neste propósito, de maneira que não poderiam ser estes impedidos para tão grandiosa obra. Diz Jesus: “Continuai deixando vir a mim as criancinhas”. Exorta o Mestre: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido”. (2Timóteo 3:14)

LEVANTA-TE, resplandece, porque vem a tua luz… (Isaías 60.1), leve os seus filhos, amigos, vizinhos e outras pessoas. Corra e se envolva na maior Escola do mundo!

Escola Bíblica Dominical – semanalmente na sua igreja

por Sergio Lacerda

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